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ostais140 Cento e quarenta caracteres, uma história, uma ilustração.

Sobre @ostais140

Definição

Pensando em todas as questões que envolvem o uso da Internet e das redes sociais como forma de comunicação, foi elaborado o projeto @ostais140. Optando pelo Twitter como veículo para o contador de histórias, @ostais140 refuta a ideia de que os parâmetros definidos por essa ferramenta sejam limitantes, vendo-os como incentivo para criação de novas maneiras de contar histórias. @ostais140 encara o desafio, criando histórias com exatos cento e quarenta caracteres, transmitidas instantaneamente para os leitores no ritmo da Internet, associadas a ilustrações rápidas que têm por objetivo representar essas histórias de forma visual. Unindo, dessa maneira, texto e imagem para transmitir ao leitor a maior quantidade possível de sensações e experiências, da maneira que somente as histórias podem fazer.

Contar histórias

Desde o princípio dos tempos, utilizamos todas as ferramentas à nossa disposição na atividade humana que mais nos define como tal: Contar histórias. O ser humano é uma criatura social por natureza, e a maior expressão de seu contato com o próximo é a linguagem. Ela nos aproxima e define a essência das relações humanas, indispensável para sociedade e para o indivíduo. É contando histórias que o ser humano repassa para os outros uma gama de experiências e sentimentos que, de qualquer outra maneira, não poderiam ser assimilados. Mais do que puro entretenimento, as histórias se mesclam à constituição do humano neste planeta. Não é à toa que a disciplina que estuda o percurso do ser humano e da sociedade se chame História.

O contador de histórias e a Internet

A invenção é típica do humano. Novas tecnologias, e novos modos de utilizar antigas tecnologias, surgem com relativa constância. O contador de histórias também se adapta. Ele busca em novas ferramentas, uma maneira de fazer suas histórias alcançarem o maior número possível de leitores. Muito se fala na limitação que a Internet e as novas redes sociais impõem ao comunicador. A limitação de caracteres, a velocidade com que as coisas se tornam obsoletas e o suposto interesse do internauta em mensagens cada vez mais rápidas e superficiais atraíram muitas críticas. Alguns pensadores compartilham o medo de que a Internet, por mais que facilite o contato com grande número de pessoas, acabe prejudicando a comunicação humana numa escala muito maior que o benefício adquirido. A fala do escritor português José Saramago, a respeito do Twitter e de seus limitados cento e quarenta caracteres, ilustra muito bem essa preocupação: “Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”.

Um esboço do futuro

É normal o receio diante de novas ideias e invenções que mudam estruturas às quais estamos acostumados, mas não foi limitando o gênio humano e fugindo de encarar as novas descobertas, que a sociedade tecnológica atingiu o atual patamar. Hoje é produzida uma quantidade de informação jamais vista na história da humanidade. A cada dia surgem bugigangas de todos os tipos para manter os seres humanos cada vez mais tempo conectados. Esse processo parece irreversível, e só resta aprender como se comportar diante dele. É imperial que nos adaptemos para tirar maior proveito possível de tudo que está por aí. A Internet e as redes sociais já mudaram nosso comportamento em relação à informação e à notícia. Também os contadores de histórias, e as histórias por eles criadas, sentem o peso da influência da Internet. Cada vez menos pessoas se limitam ao papel de espectador passivo. Todos têm sua opinião e muitos querem compartilhá-la.  Estamos próximos de uma revolução de grandes proporções e isso acontecerá de uma forma ou de outra. Só resta saber quem participará dela.